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Matriz RFV de recência, frequência e valor para reativar clientes no CRM HRZ

RFV não é planilha, é mapa: como reativar quem já comprou antes de gastar com tráfego

A matriz RFV cruza Recência, Frequência e Valor e mostra exatamente quem chamar de volta primeiro e com qual mensagem. Em vez de resgatar cliente no braço, sem critério, você multiplica resultado sobre a base que já existe, antes de aumentar o orçamento de anúncio.

Atualizado em

Conteúdo deste post
  1. O problema invisível da base
  2. O que é RFV em uma frase
  3. Os segmentos que importam
  4. Por que o campeão se despedindo
  5. A mensagem certa para cada um
  6. Reativação não é spam
  7. Ouça no WeblivCast
  8. Sua primeira matriz nesta semana
  9. Perguntas frequentes

A matriz RFV cruza três informações que você já tem sobre cada cliente, recência, frequência e valor, e transforma a sua base numa lista priorizada de quem chamar de volta primeiro. É um mapa, não uma planilha.

Em vez de resgatar cliente no braço, sem critério, você vê os grupos com comportamento parecido e fala com cada um na hora certa.

Isso multiplica resultado sobre a base que já existe, e por isso vem antes de gastar mais com tráfego: o cliente que já comprou não precisa ser convencido de novo de que você existe.

Definição

RFV é a sigla de Recência, Frequência e Valor. É uma forma de ler a base por três perguntas: há quanto tempo cada cliente comprou pela última vez, quantas vezes ele já comprou e quanto gastou no total.

Cruzando essas três respostas, a base deixa de ser uma lista solta e vira um mapa de segmentos que mostra quem está perto de comprar de novo, quem está esfriando e quem já se foi.

O problema invisível: o cliente que compra uma vez e some

A maioria das operações vive de uma perda silenciosa: o cliente que compra uma vez, gosta, e nunca mais volta. Ninguém percebe na hora, porque a venda aconteceu e o caixa entrou.

O buraco só aparece meses depois, quando a empresa olha para a base e descobre uma multidão de gente que comprou e sumiu.

O instinto, então, é resgatar no braço. Alguém manda mensagem para a base inteira quando lembra, com a mesma oferta para todo mundo. O retorno é baixo e parte da base ainda se irrita.

O problema não é a vontade de reativar. É a falta de critério: sem saber quem chamar primeiro e o que dizer, o esforço se espalha e rende pouco.

Quem escreve João Vinas Especialista em CRM e Gestão Comercial do Grupo HRZ

Comanda a implementação de CRM, a estrutura comercial e as ações de disparo em massa dos clientes do Grupo HRZ. Escreve sobre como transformar base parada e operação comercial em receita previsível.

"Muito cliente comprava e não voltava. A gente tentava resgatar de várias formas, mas não sabia como", conta João Vinas no WeblivCast.

É esse "não sabia como" que a RFV resolve. Ela não traz cliente novo, organiza os que você já tem e diz por onde começar.

O que é RFV em uma frase

RFV é ler a sua base por três perguntas simples e cruzar as respostas. Recência: há quanto tempo a pessoa comprou pela última vez. Frequência: quantas vezes ela já comprou. Valor: quanto gastou no total.

Cada cliente recebe uma nota nessas três dimensões, e quem tem comportamento parecido cai no mesmo grupo.

O que muda tudo é o cruzamento. Recência alta e frequência baixa é uma história. Frequência alta e recência baixa é outra, bem diferente. A nota isolada engana, o cruzamento revela.

É por isso que RFV é mapa e não planilha: o valor não está na coluna de número, está no caminho que o cruzamento desenha.

"Quando eu vi aquela planilha de RFV, pensei: isso aqui é um mapa. É só seguir o caminho", afirma João Vinas no WeblivCast.

Os segmentos que importam

A matriz RFV gera vários recortes possíveis, mas você não precisa de todos. Quatro segmentos já dão o mapa que importa para começar a reativar com critério.

  • Campeão. Compra com frequência, gasta bem e comprou há pouco. É o cliente que sustenta a operação. Recência, frequência e valor todos altos.
  • Campeão se despedindo. Comprava muito, com boa frequência e bom valor, mas já faz alguns meses que não compra. Frequência e valor altos, recência em queda.
  • Fiel. Compra com regularidade, mantém o vínculo, ainda que o valor não seja o mais alto. É a base estável que aceita bem um estímulo de próxima compra.
  • Perdido. Comprou pouco, há muito tempo, e sumiu. Recência e frequência baixas. Parte desse grupo não volta, e tudo bem.

Esses quatro nomes já bastam para sair do disparo no braço. A separação por estágio é o que organiza a base: cliente novo, cliente em relacionamento e cliente que já comprou pedem lógicas diferentes, como mostra o post sobre os três funis: novo, relacionamento e recompra.

Por que o campeão se despedindo é o resgate de maior retorno

Entre os quatro segmentos, há um que dá o melhor retorno por mensagem enviada: o campeão se despedindo. E a razão é simples.

Esse cliente já gostava de você. Comprava muito, com frequência, gastava bem. Ele não está perdido de vez, está apenas no caminho de sumir.

"O campeão se despedindo é aquele cliente que comprava muito, mas já faz uns três, quatro meses que não compra", explica João Vinas no WeblivCast.

Recuperar quem já era campeão custa uma mensagem. Recuperar um perdido custa quase tanto quanto conquistar um novo. E conquistar um novo pelo tráfego custa mídia, qualificação e tempo até a primeira venda.

Por isso o campeão se despedindo entra na frente: é o ponto do mapa onde o esforço rende mais, e onde a janela de tempo ainda está aberta.

A RFV não traz cliente novo. Ela mostra qual cliente antigo está a uma mensagem de voltar.

Quem quer entender o tamanho desse dinheiro parado na base e por que a reativação costuma pagar mais que a captação encontra o detalhe no post sobre a reativação da base inativa como dinheiro parado.

A mensagem certa para cada segmento

O erro depois de segmentar é mandar a mesma oferta para todos os grupos. O mapa só rende se cada segmento receber a mensagem do seu momento. A lógica é direta.

Segmento Como ele está Ação recomendada
Campeão Compra bem e comprou há pouco Reconhecimento e acesso antecipado a novidades, sem desconto
Campeão se despedindo Comprava muito, esfriou nos últimos meses Sentir falta dele com um motivo concreto para voltar agora
Fiel Compra com regularidade Estímulo à próxima compra dentro do que ele já consome
Perdido Comprou pouco, há muito tempo Oferta forte de reconquista, ciente de que parte não volta

Repare: o campeão não leva desconto, porque ele já compra e descontar nele é jogar margem fora. O perdido leva a oferta mais agressiva, porque é o único jeito de tentar reacender quem já desistiu.

O campeão se despedindo, no meio, leva o toque mais valioso: um lembrete com motivo, no momento em que ainda dá tempo.

Quer montar a matriz RFV da sua base? Em 30 minutos, nosso time mostra como separar sua base em campeões, fiéis e quem está se despedindo, e qual mensagem disparar para cada grupo. Sem custo e sem proposta no final. Apenas o desenho da sua reativação.

Reativação que melhora a experiência, não é spam

Existe um medo legítimo na hora de reativar: o de virar a empresa chata que enche a base de mensagem. Mas esse medo confunde reativação com disparo no braço.

Spam é mandar a mesma coisa para todo mundo sem olhar quem é cada pessoa. Reativação com RFV é o oposto.

Quando você fala com o campeão se despedindo sobre algo que ele já consumia, ou avisa o campeão de uma novidade antes dos outros, a mensagem deixa de ser interrupção e vira lembrança de algo que a pessoa gostava.

O cliente certo recebendo a coisa certa, na hora certa, sente cuidado, não invasão. É a segmentação que separa reativação que melhora a experiência de disparo que queima a base.

O erro que queima a base: tratar todo mundo no mesmo balde e disparar a oferta de reconquista do perdido para quem é campeão. Quem já compra bem se sente desvalorizado, e quem sumiu recebe algo genérico que não reacende nada. Sem o mapa da RFV, a reativação vira ruído.

A mecânica de separar a base e disparar a mensagem certa por recorte, sem misturar produto e perfil, está detalhada no post sobre como segmentar a base e disparar por produto.

Ouça no WeblivCast

Neste trecho do WeblivCast, João Vinas conta como enxergou a matriz RFV pela primeira vez, por que ela é um mapa e não uma planilha, e qual segmento traz o resgate de maior retorno sobre a base que a empresa já tem.

Como montar sua primeira matriz RFV nesta semana

Você não precisa de ferramenta cara nem de matriz perfeita para começar. Precisa do que já tem e de uma primeira ação rodando sobre o grupo certo. A ordem é esta:

  1. Junte três informações de cada cliente: data da última compra, número de compras e valor total gasto. É tudo que a RFV pede.
  2. Ordene a base por recência. Separe quem comprou há pouco de quem sumiu. Esse primeiro corte já mostra onde está o risco de perder gente.
  3. Cruze com frequência e valor. Quem tem frequência e valor altos mas recência em queda é o seu campeão se despedindo. Marque esse grupo.
  4. Escolha um único segmento para começar: o campeão se despedindo. Não tente atacar os quatro de uma vez.
  5. Dispare uma mensagem para esse grupo nesta semana, com um motivo concreto para voltar. Meça quantos responderam e quantos compraram.

Começar por um segmento é o que faz o método sair do papel. Com a primeira ação rodando, você aprende qual mensagem funciona e expande para os outros grupos na semana seguinte.

Montar a matriz não é privilégio de empresa grande: qualquer operação que registra a venda tem os três dados de que a RFV precisa. O que falta, quase sempre, é o mapa, e ele está dentro da base que você já tem.

Quer transformar sua base parada em receita com a matriz RFV?

Nosso time analisa sua base, separa os segmentos de recência, frequência e valor e desenha qual mensagem disparar para cada grupo, começando pelos campeões que estão se despedindo. 30 minutos de conversa, sem custo.

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