Estratégia
O que é um processo comercial mensurável etapa por etapa no CRM HRZ

O que é um processo comercial de verdade (e por que ter vendedores não basta)

A maioria acha que tem processo só porque tem time de vendas, mas vende no improviso e espera milagre. Processo comercial é a soma de ações repetidas e mensuráveis, etapa por etapa, até a venda virar consequência previsível, e não sorte.

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Conteúdo deste post
  1. O que é processo comercial
  2. A analogia do bolo
  3. A armadilha dos 3 vendedores
  4. A venda como consequência
  5. Toda etapa precisa ser medida
  6. Você não é o McDonald's
  7. Ouça no +Negócios
  8. A conta de padeiro para começar
  9. Perguntas frequentes

Ter vendedores não é ter processo comercial. Processo é a soma de ações repetidas e mensuráveis, etapa por etapa, até a venda virar consequência previsível, e não sorte que se espera todo fim de mês.

A maioria dos donos acha que tem processo só porque tem um time de vendas. Mas time não é método. Sem etapas definidas e medidas, cada vendedor improvisa do seu jeito e o resultado vira loteria.

Neste post você vai entender o que separa quem tem processo de quem só tem gente vendendo, com a analogia do bolo que João Vinas usou no podcast +Negócios.

E, no fim, como começar a medir suas etapas na conta de padeiro, sem ferramenta cara, antes mesmo de pensar em CRM.

Definição

Processo comercial é a soma de ações repetidas de forma mensurável, etapa por etapa, do primeiro contato até a venda, de modo que cada passo possa ser controlado por número.

Ele nasce de um objetivo financeiro, não de um vago vender mais. Quando todas as etapas são medidas, a venda deixa de depender de talento isolado e vira consequência previsível.

Se você é dono de e-commerce, de uma loja, de uma clínica ou de uma operação de serviço, conhece a cena. A meta foi definida, o time concordou, e a partir dali cada vendedor passou a vender de instinto.

Um responde lead quando dá. Outro qualifica do jeito que acha melhor. Ninguém sabe quantas pessoas chegaram, quantas avançaram e onde a maioria parou.

No fim do mês, a meta não fecha, e a explicação é sempre a mesma: o mercado estava difícil. O problema raramente é esforço. É a ausência de processo.

Quem escreve João Vinas Especialista em CRM e Gestão Comercial do Grupo HRZ

Comanda a implementação de CRM, a estrutura comercial e as ações de disparo em massa dos clientes do Grupo HRZ. Escreve sobre como transformar base parada e operação comercial em receita previsível.

O que é um processo comercial de verdade

Processo comercial não é um organograma nem uma lista de cargos. É um caminho que o cliente percorre, sempre na mesma ordem, e que você consegue medir em cada ponto.

No podcast +Negócios, João Vinas define de forma direta o que é esse caminho e por que medir cada etapa é o que torna a venda controlável.

"Processo comercial são as ações repetidas de forma mensurável para que eu possa controlar. O cliente chega no WhatsApp, então preciso saber quantos chegaram. Desses, quantos foram para o atendimento, quantos foram qualificados e, por fim, quantas vendas. Isso é um processo: estou medindo todas as etapas."

João Vinas, no podcast +Negócios

Repare na ordem da frase. Primeiro vem a etapa, depois vem o número. Cada passo do cliente é uma etapa, e cada etapa tem uma contagem ao lado.

Essa é a diferença entre processo e intenção. Quem tem intenção quer vender mais. Quem tem processo sabe quantos chegaram, quantos avançaram e quantos compraram.

E aqui está o ponto que quase ninguém percebe: o processo nasce de um objetivo financeiro, não de um genérico vender mais. Você parte da receita que precisa atingir e desenha de trás para frente quantas ações cada etapa exige para chegar lá.

Sem esse objetivo, não existe contra o que comparar, e qualquer resultado parece aceitável. Com ele, cada etapa do funil ganha uma meta própria.

A analogia do bolo: vários confeiteiros não são uma receita

A confusão mais comum é achar que processo é uma questão de quantidade de gente. Contrata mais vendedores e pronto, o comercial está estruturado. João Vinas desmonta essa ideia com uma imagem simples.

"Se eu pego vários confeiteiros e coloco num lugar para fazer bolo, isso significa que tenho um processo padrão? Não. Cada um faz do seu jeito. Ter vários vendedores não significa ter um processo comercial."

João Vinas, no podcast +Negócios

Cinco confeiteiros na mesma cozinha produzem cinco bolos diferentes. Um caprichou na cobertura, outro errou o ponto, um terceiro inventou um sabor novo. Nenhum bolo sai igual ao anterior.

É exatamente o que acontece com um time sem processo. Cada vendedor atende de um jeito, qualifica com critério próprio e fecha quando dá. O resultado é imprevisível porque o método não existe.

Ter vários vendedores não é ter processo. É ter vários improvisos rodando ao mesmo tempo.

A receita padrão é o que falta. Uma receita diz a ordem dos passos, a quantidade de cada ingrediente e o tempo de forno. Qualquer confeiteiro que siga aquilo entrega o mesmo bolo.

No comercial, a receita é o processo: as etapas na mesma ordem, o critério de qualificação claro e a medição em cada ponto. Com ela, qualquer vendedor do time entrega um resultado parecido, e a saída de uma pessoa deixa de ser tragédia.

A armadilha do tenho 3 vendedores e acompanho a meta

A frase aparece em quase toda operação que ainda não estruturou o comercial: "eu já tenho processo, tenho três vendedores e acompanho a meta todo mês". Parece organização. É o oposto.

Ter três vendedores é ter três pessoas vendendo. Acompanhar a meta é olhar o placar no fim do jogo. Nenhuma das duas coisas é processo.

Existe uma diferença grande entre venda passiva e venda por processo. Na venda passiva, o dono espera o resultado aparecer e reage quando ele não aparece. Olha o número no dia 30 e descobre que não fechou, sem saber por quê.

Na venda por processo, ele acompanha cada etapa durante o mês. Vê que a passagem do atendimento para a qualificação caiu na primeira semana e corrige antes que o mês inteiro escape.

O sinal de que você está na armadilha: quando alguém pergunta por que a meta não fechou, a resposta é uma sensação, não um número. Se você não consegue apontar em qual etapa o cliente parou, você não tem processo, tem um time vendendo no escuro e uma meta que você só observa de longe.

Acompanhar a meta sem medir as etapas é como olhar o saldo da conta sem ver os lançamentos. Você sabe que sobrou pouco, mas não sabe onde o dinheiro foi.

O processo existe justamente para mostrar os lançamentos: quantos entraram, quantos avançaram e onde a maioria desistiu. É o que transforma a meta de um susto de fim de mês numa correção de meio de caminho.

Quer mapear o processo comercial da sua operação? Em 30 minutos, nosso time desenha as etapas do seu funil, define o que medir em cada uma e mostra onde o CRM entra para tirar a conta da sua cabeça. Sem custo e sem proposta no final. Apenas o desenho do seu processo.

A venda como consequência, não como milagre

O maior salto de quem entende processo é parar de esperar a venda e começar a construí-la. A venda não é um evento de sorte. É o resultado de ações que aconteceram antes, em ordem.

João Vinas explica isso com o exemplo da loja, e ele vale para qualquer negócio.

"A venda é uma consequência de ações. Numa loja, para ter venda eu preciso que alguém entre, experimente ou escolha. Se a cada 10 que experimentam 1 compra, eu tenho uma taxa."

João Vinas, no podcast +Negócios

Olhe o funil escondido nessa frase. Alguém entra. Desses, alguns experimentam ou escolhem. Desses, alguns compram. Três etapas, cada uma com um número menor que a anterior.

O mesmo funil existe numa clínica: o paciente liga ou manda mensagem, agenda a avaliação, comparece e então fecha o tratamento. Muda o vocabulário, a lógica é igual.

Quando você conhece a taxa de conversão entre as etapas, a venda vira projeção. Se a cada 10 que experimentam 1 compra, e você quer 5 vendas, sabe que precisa de 50 pessoas experimentando.

A pergunta deixa de ser "será que vou vender este mês?" e passa a ser "quantas pessoas preciso colocar no topo para fechar o número que eu quero?". Isso é previsibilidade, e ela só aparece quando há processo.

Esse raciocínio depende de saber de onde cada pessoa veio. Marcar a origem de cada lead é o que permite ler a taxa por canal e descobrir qual fonte enche o topo do funil de gente que compra.

A mecânica está no post sobre a etiqueta de origem do lead para rastrear o canal.

Todas as etapas precisam ser mensuráveis

Não adianta medir só a venda. A venda é a última etapa, e quando ela falha, o número final só diz que algo deu errado, não onde.

Processo de verdade mede cada passo do caminho. No exemplo do próprio João, são quatro pontos de medição entre o primeiro contato e o fechamento.

  • Chegada no WhatsApp. Quantas pessoas iniciaram contato no canal. É o topo do funil, o número que dimensiona tudo o que vem depois.
  • Atendimento. Desses que chegaram, quantos foram de fato atendidos. Aqui aparece o lead que mandou mensagem e ficou sem resposta, dinheiro que evapora em silêncio.
  • Qualificação. Dos atendidos, quantos têm perfil e intenção reais de compra. É onde você separa curioso de comprador e foca energia em quem pode fechar.
  • Venda. Dos qualificados, quantos compraram. O número final, que agora você consegue explicar olhando para as etapas anteriores.

Com os quatro números na mão, as taxas de conversão entre etapas aparecem sozinhas, e elas contam onde o cliente trava. Se muita gente chega e poucos são atendidos, o gargalo é tempo de resposta.

Se muitos são atendidos mas poucos qualificados, o problema é o canal trazendo o público errado. Cada queda entre etapas aponta para uma decisão diferente, e é isso que separa estrutura comercial de torcida.

Separar o cliente por estágio também muda a ação certa para cada um. Quem chegou agora pede qualificação e primeira venda. Quem já foi atendido pede relacionamento. Quem já comprou pede recompra.

A lógica de tratar cada estágio com seu próprio funil está no post sobre os três funis: novo, relacionamento e recompra.

Você não é o McDonald's (e tudo bem)

Existe um tipo raro de negócio em que a venda quase dispensa processo de qualificação: o do fluxo de rua. O McDonald's tem um drive-thru onde quem passa, com fome e com pressa, vira venda quase automática.

O volume é tão alto e a decisão tão rápida que o funil fica curtíssimo. Mas esse é a exceção, não a regra, e quase nenhum negócio funciona assim.

Por que isso importa: muitos donos comparam sua operação com o varejo de altíssimo fluxo e concluem que basta abrir as portas para vender. Se o seu negócio não é o McDonald's, e quase nenhum é, a venda exige uma sequência de etapas. E o que não é medido nessa sequência não pode ser melhorado.

A boa notícia é que você não precisa do volume do McDonald's para ter previsibilidade. Precisa mapear as suas etapas, medir a conversão de cada uma e repetir o que funciona.

Um negócio que recebe 200 contatos por mês e converte com método é mais previsível que um que recebe 2.000 e vende no improviso. Processo vale mais que fluxo bruto.

Ouça no +Negócios

Este post nasceu da participação de João Vinas no podcast +Negócios, onde ele detalha o que é processo comercial, a analogia do bolo e por que a venda é sempre uma consequência. Vale ouvir o trecho na íntegra.

A conta de padeiro para começar a medir hoje

Você não precisa de uma ferramenta cara para ter processo. Precisa começar a contar. A medição vem antes do sistema, e ela cabe num papel ou numa planilha simples.

A ordem de quem quer sair do improviso é esta:

  1. Defina o objetivo financeiro do mês. Quanto de receita e quantas vendas você precisa. Sem isso, não há contra o que medir, e nenhuma etapa ganha meta.
  2. Liste as etapas do seu funil. Chegou, foi atendido, foi qualificado, comprou. Adapte os nomes ao seu negócio, mas mantenha a ordem do primeiro contato até a venda.
  3. Conte cada etapa todo dia. Quantos chegaram, quantos foram atendidos, quantos qualificados, quantos compraram. Um traço numa planilha já basta no começo.
  4. Calcule as taxas entre etapas. Em poucas semanas você enxerga onde o cliente trava e qual taxa precisa subir para o número fechar.
  5. Repita o que funciona e corrija o gargalo. O processo passa a guiar a semana, em vez de a meta assustar no fim do mês.

Essa conta de padeiro já é processo, porque mede etapa por etapa. O CRM entra depois, quando o volume cresce e contar na mão vira inviável: ele registra cada etapa automaticamente e tira a medição da memória das pessoas.

Quem quer ver quais indicadores colocar nessa tela e como lê-los sem se perder encontra o detalhe no post sobre o painel de performance e as métricas comerciais.

O ganho real de ter processo: previsibilidade. Quando cada etapa é medida, o dono para de descobrir o resultado no fim do mês e passa a corrigir no meio do caminho. A venda deixa de ser milagre e vira consequência de um volume de ações que você conhece, controla e repete.

Ter processo comercial não é privilégio de empresa grande com time inchado. É o contrário: em operação enxuta, contar as etapas é justamente o que impede você de vender no escuro e esperar sorte.

Estrutura comercial vem de etapas claras e medição, não de quantidade de vendedores. Comece a contar hoje, e a venda vai parar de ser milagre para virar consequência.

Quer transformar venda no improviso em processo previsível?

Nosso time mapeia as etapas do seu funil, define o que medir em cada uma e mostra onde o CRM entra para registrar tudo automaticamente. 30 minutos de conversa, sem custo, para você sair do escuro.

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