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O IBGE divulgou hoje a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a manchete foi a queda: o volume de vendas do varejo recuou 1,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal.
Fui convidado a comentar esses números ao vivo na Rede TV Notícias, e a minha leitura é direta: o número médio assusta, mas esconde o que de fato importa para quem tem loja. O consumidor não parou de comprar. O varejo ficou mais seletivo, e isso separa quem reclama do mercado de quem controla a própria oferta.
Neste post eu destrincho os dados do IBGE, a análise que levei para a TV e, principalmente, o que está nas mãos do lojista e do e-commerce para vender mais no segundo semestre, com os números reais de quem já aplica o nosso método.
O que o IBGE divulgou sobre o varejo em abril de 2026
Pela PMC, o varejo caiu 1,5% de março para abril (com ajuste sazonal), e a média móvel trimestral ficou estável (0,0%). Isolado parece ruim, mas o ano segue no positivo:
- Frente a abril de 2025: +1,0%.
- Acumulado de 2026: +2,0%. Em 12 meses: +1,5%.
- Altas no mês: Hiper e supermercados/alimentos (+1,3%) e Livros e papelaria (+1,1%).
- Quedas: Combustíveis (-6,2%), Informática e comunicação (-4,5%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,8%).
- 20 das 27 unidades da federação recuaram; São Paulo subiu 1,3% e o Rio Grande do Sul ficou estável.
A Pesquisa Mensal do Comércio é o levantamento oficial do IBGE que mede o volume e a receita de vendas do varejo no Brasil. É um dos indicadores que o Banco Central observa nas decisões de juros.
A leitura de Hugo Silveira na Rede TV
Na entrevista ao vivo (Rede TV Notícias, segunda edição, com o apresentador William), o ponto que abri foi o otimismo com base em dado, não em torcida:
“Quem tem uma base de clientes forte, relacionamento ativo com esses clientes, um fluxo de reativação dessa base, com toda certeza vai conseguir colher ainda mais frutos nesse ano.”
Assista ao trecho da participação:
O que você não controla, e o que você controla
Os dados do IBGE estão cheios de coisa que o lojista não controla: a Selic que o Banco Central decide, a inflação do combustível que encarece tudo, o humor do consumidor. Reclamar disso não vende um real a mais.
“O varejo não tem controle sobre a taxa de juros nem sobre o humor do consumidor. Mas tem controle sobre a oferta que pode fazer: gerar urgência de compra, fluxo de caixa mais forte e ofertas cada vez melhores para movimentar o mercado.”
Traduzindo: enquanto metade do mercado espera o cenário melhorar, a outra metade constrói o próprio pico de venda. É aí que mora o resultado, e é a parte que está sob o seu controle.
Por que o varejo ficou mais seletivo
O recuo de abril não é o consumidor sumindo. É o consumidor escolhendo melhor onde gasta:
“O consumidor não parou de comprar. Os setores de necessidade e recorrência continuam crescendo, independente do ciclo. Já os setores de desejo e impulso dependem cada vez mais de ativação para converter. O varejo precisa criar eventos de venda para potencializar o resultado.”
Alimentos e supermercado (necessidade) cresceram; categorias de desejo só vendem com ativação. Por isso o evento de venda planejado deixou de ser luxo e virou mecanismo de operação, o que chamamos de pico de venda.
A prova: os números reais de quem cria o próprio pico
Não é teoria. Quando o lojista para de depender do clima do mercado e monta um evento de venda estruturado, o resultado aparece. Alguns números reais de operações que aceleramos:
- 15 lojas da Polishop: R$ 764.801 em 24 horas.
- Alphahall Cosméticos: R$ 1.900.909 no e-commerce em 48 horas.
- UseZest (moda masculina, loja física): R$ 552.177 em 48 horas.
- Um e-commerce saiu de cerca de R$ 290 mil/mês para R$ 1.025.507 no primeiro mês aplicando o método.
Já são mais de 250 negócios acelerados pelo Grupo HRZ, com mais de R$ 70 milhões em vendas geradas no digital. Mostro vários desses bastidores no nosso canal no YouTube.
O segundo semestre e a maior Black Friday da história
Abril vem sobre uma base alta do trimestre anterior. Mas o calendário joga a favor de quem se prepara:
“O segundo semestre sempre tende a ser melhor. Dia dos Pais, São João no Nordeste, Black Friday... a nossa rede de clientes já iniciou a preparação para um segundo semestre mais forte, para superar todos os recordes.”
Quem entende isso já está montando a operação agora, não na véspera. Vale ver o esquenta de Dia dos Pais e o calendário reverso de 90 dias para a Black Friday.
Como transformar essa leitura em venda
O Grupo HRZ é uma consultoria de marketing e vendas para e-commerce e varejo. Na prática, o que a análise da Rede TV recomenda é o que fazemos todo mês com lojistas, sempre na parte que está sob o seu controle:
- Reativação de base: transformar cliente antigo em receita nova, sem depender só de tráfego frio.
- Eventos de venda planejados (picos de venda) amarrados ao calendário comercial.
- Ativação por WhatsApp, o canal onde o lojista brasileiro realmente vende. Veja grupos de WhatsApp para vender mais.
- CRM e operação para aguentar o pico sem travar. Veja CRM para varejo e como fazer uma queima de estoque com lucro.
O mercado vai oscilar sempre. Quem tem base ativa e mecanismo de venda próprio cresce até no mês de queda. Esse é o jogo que está no seu controle.
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